quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Em Meio




Nessa dança entre os grandes
Nessa passada pelo capital
Em que dividas cobrem o céu
E os manequins parecem sereias
Em meio a todo esse caos econômico
O que desejo?
Que moedas de troca vestidas de papel preencham meus mimos?  
Não?
Não!
Apenas quero o doce beijo
O sorriso de menina
A voracidade da mulher
No meio de todo o caos
Eu só quero e preciso de você!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Não Sou




Não fico ao pé
Grudado e sempre querendo
Quero sim
Mais às vezes só pra mim
Não sou de ligar inúmeras vezes no dia
Mais nos momentos certos sou à todo ouvido
Sobre aquele papo de liberdade
Ele é todo real
Desde minha tatuagem até minhas linhas
Adoro viver momentos e que sejam com você
Mais não peça para estar sempre junto
Por que não vou
Nem sempre eu sou eu
Mais quando somos nós
De preferência só nós
Sou todo seu

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Dessa Forma






É só um jeito a parte de pegar a informação e a triturar
De pegar a raiva e a transformar em força
Fazer o Caos virar uma canção de ópera
O sangue em rubi
A violência vira uma doce menina brincando de bonecas
Transcrever perfurações de tiro em linhas da Bíblia
Gritos de ditadores e lideres insanos em palavras do Senhor
É só um jeito de transformar toda essa guerra em uma falsa paz

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Flash Backs





Flash backs vestidos de futuro se refletem em meu espelho essa manhã
Cabelos bagunçados
Barba por fazer
Olhos fundos mostrando como foi difícil atravessar o deserto chamado noite
O café quente e amargo lava a alma e tenta futilmente animar o corpo
Que cansado apenas sorri
O Futuro agora vestido de presente me entrega nas mãos um embrulho
Abro e vejo que mais uma vez estou preso a este carrossel
Sempre girando no mesmo lugar e olhando as mesmas paisagens
O ter e perder
O abraço e os dedos apontados
Os pássaros e a gaiola
Essa noite Flash backs me mostraram qual o ciclo da minha vida.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Finalmente





É hora de tirar as amarras das asas
Tirar o manto negro que cobre minha alegria
Pegar o tambor, pintar o rosto e festejar
Carnaval?
Não
Apenas a estação fúnebre que passava por mim se foi
Agora tenho por quem festejar
Por quem lutar e escrever
Tenho a boca macia e suave para tocar
E que as asas se abram
Nada mais de vôo solitário
Vou te mostrar o meu céu
E te contar o que passa em minha mente
Quero te ouvir
Quero te ver sorrindo e até chorando
Por que vou te conhecer toda
Agora vamos antes que o grande rei se ponha atrás das montanhas

sábado, 19 de janeiro de 2013

Tour





Portas fechadas
Luzes apagadas
Musica certa
Tudo pronto para um doce tour pelo seu belo corpo e mente
Arranhões em minhas costas me dizem quando prosseguir e quando recuar
Meus sussurros ao pé de seu ouvido
Minha pressa amparada pelo seu prazer
Na pausa olhares que dizem muito mais do que essas linhas
E a junção do meu ao seu
Linda e suave em meus braços
Calorosas mordias medem o valor de nossa obra  
E por fim
A o fim nada mais é que a porta para mais e mais