sábado, 10 de novembro de 2012

Ou Seja






Não crucifico mais cristo todas as noites
Não sustento mais pilares na agonia
Não dou atenção às falsas dores jogadas nas paginas
Não calculo mais o valor de cartas jogadas ao vento
Não desejo mais voar
Apenas aprecio o vôo de quem pode
E desenho linhas artísticas que são cortadas pelo vento
Não tento mais ser
Agora sou um grande observador e redator
De histórias de amor e dor
Ou seja
Poeta

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Antigos e Eu



Eu penso que esse papo de flores e trovas
Morreu ha tempos com os antigos poetas
E eu vivo como um dos últimos poetas
Procurando minha musa para quem eu possa oferecer minhas linhas

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Liberdade








Agora finalmente posso ver a luz
Finalmente livre das amarras
Das amordaças
Da tortura
Finalmente o vento em meu rosto
A pura água que lava meus ferimentos
Que retira o sorriso imposto pelo caos
E ajuda a florescer um novo e largo sorriso
Largo e novo sentimento.
Livre da tortura que me impus

sábado, 22 de setembro de 2012

Vôo






As asas abrem e o vôo começa
Ir para longe do passado
Passar por montanhas de pesadelo
Por nuvens de saudade
Deixa que as lagrimas do céu banhem meu corpo cansado de tantas labutas
Avistar novas rimas e um novo repouso
Um colo onde possa me deitar
Uma fonte onde possa beber
Bom este vôo esta demorando a acabar
Mais sei que seu fim esta próximo.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A Fabrica e o Hawaii







De alegrias a dor
De piraçãoes e plena razão
Do tambor do palhaço até os Pampas
Duas formas de engrenagens
Cênica e Musical
Das canções a inspiração para as falas
Do texto ganho o beijo, ao som do mais belo sotaque
Logo após a cena
O violão
Dedilho engrenagens
Colho sorrisos
Planto amores
Minha vida se resume
Da Fabrica ao Hawaii

sábado, 15 de setembro de 2012

Procura







Hoje abri o baú que fica no canto das minhas lembranças
Fui procurar cobertor e vinho para poder simular aquele calor
O vazio preenchia todo o meu baú
Fui até o armário que fica ao lado de minhas frustrações
Procurar vinho para poder embriagar a solidão
Lá só tinha a boemia que insiste em me perseguir
Fui até a janela para tomar um pouco de ar
Lá tinha todo aquele papo sobre recomeço e novos ares
E de lá me joguei.